Após as fotos tem uma MATÉRIA IMPORTANTE SOBRE "O NASCIMENTO DO CINEMA"
EU E O CINEMA
Desde que era criança sempre gostei de cinema. Lembro-me muito bem das primeiras vezes que fui ao cinema ver as produções dos anos 70* - com minha mãe Vera Lúcia de Lima - que hoje vê muitos filmes comigo, ainda.
De lá pra cá estudei interpretação, roteiro e direção e tive a oportunidade de dirigir fazer preparação de elenco e roteirizar alguns filmes.
Para mim cinema sempre foi fascinante e, juntamente com a literatura e o teatro me fez ser o apaixonado pelas artes e pela cultura que sou hoje. E sempre fui.
Vi filmes brasileiros, italianos, franceses, alemães, suecos, iranianos, japoneses e é claro muitíssimo filmes AMERICANOS (grande maioria).
Para falar profundamente sobre cinema é preciso falar sobre CINEMA DE ARTE e CINEMA COMERCIAL e isso é um longo assunto, por isso falarei, por enquanto, apenas sobre meu amor pelo cinema e quando ele começou e cresceu.
Nos anos 90 fui gerente do CINECLUBE VENEZA, salinha de cinema especial MUITO RESPEITADA no Bixiga, que fez história naquele bairro e na minha vida em especial.
Foi nesse período (1993, 1994, 1995) que meu contato com o chamado CINEMA DE ARTE aflorou ainda mais e foi lá que mergulhei em BERGMAN, ALTMAN, FELLINI, ANTONIONI, BERTOLUCCI, ALMODOVAR, SCORSESE, POLANSKI e outros grandes mestres que me deram a bagagem que hoje tenho, pequena mas importante na minha carreira**.
O cinema é uma arte FASCINANTE e necessária.
Diferente da fotografia que é estática e do teatro que é efêmero ele registra e captura o tempo e seu movimento.
A vida mostrada no cinema tem um ângulo poético e especial. O cinema com suas lentes captam a eternidade dos momentos. A sutileza e a grandiosidade de cada gesto. O brilho no olhar. O silêncio da imagem que fala muito e até grita, muitas vezes!
É necessário VER CINEMA, para amar o cinema. É necessário PROVAR DO CINEMA para fazer cinema. É necessário mergulhar no CINEMA para sentir a verdadeira alegria, magia e beleza dessa arte.
Reduzir o cinema aos filmes americanos é um absurdo. Reduzir o cinema aos filmes americanos com seus heróis e seus efeitos tecnológicos é ainda mais absurdo!
As grandes salas e seus milhões de frequentadores com enormes pacotes de pipoca e refrigerantes nas mãos não fazem jus à verdadeira sétima arte.
E, eu gostaria muito que VOCÊ, que não conhece o cinema o conhecesse um pouco mais.
E ISSO PARA O SEU PRÓPRIO BEM! VAMOS TENTAR?
ABAIXO FOTOS DIVERSAS e, inclusive REFERENTES AO MEU FILME "BOTINAS NO ELEVADOR"*** que tive a honra de realizar a convite do diretor e amigo JOÃO LUIZ DE BRITO NETO em 2010 (estreou em 2011).
UM POUCO SOBRE A HISTÓRIA DO CINEMA:
O marco
inicial da Sétima Arte é o ano de 1895. Fora neste ano que os Irmãos
Lumiére, reconhecidos historicamente como fundadores do cinema,
inventaram o cinematógrafo, aparelho inspirado na engrenagem de uma
máquina de costura, que registrava a “impressão de movimento” (vale
esclarecer: as câmeras cinematográficas não captam a movimentação em
tempo real, apenas tiram fotos sequenciais que transmitem-nos ilusão de
movimento) e possibilitava a amostragem deste material coletado a um
público, através de uma projeção. A ideia é basicamente a mesma de uma
câmera utilizada nos dias de hoje, porém seu funcionamento era manual,
através da rotatividade de uma manivela - anos depois, o processo se
mecanizara, e hoje em dia já podemos encontrar equipamentos desse porte
em formato digital, embora este possua qualidade inferior ao formato
antigo.
Neste mesmo ano de 1895, mais precisamente no dia 28
de dezembro, acontecera também a primeira sessão de cinema,
proporcionada justamente pelo trabalho destes franceses, Auguste e Louis
Lumiére. Seus pequenos filmes, que possuíam aproximadamente três
minutos cada, foram apresentados para um público de cerca de 30 pessoas.
Dentre os filmes exibidos estava A Chegada do Trem na Estação,
que mostrava, obviamente, a chegada de um trem a uma estação
ferroviária. Reza a lenda que, conforme a locomotiva aproximava-se cada
vez mais da câmera, os espectadores começaram a pensar que seriam
atropelados pela máquina, correndo alucinadamente para fora das
dependências do teatro. Era o início de uma das evoluções mais
importantes da era “pós-revolução industrial”, ainda estranhada pelos
olhos virgens da população ignóbil da época - quando falo ignóbil, me
refiro ao sentido tecnológico, não cultural.
Durante estes primeiros anos, os filmes produzidos
eram documentais, registrando paisagens e pequenas ações da natureza. A
idéia também fora dos irmãos franceses, que decidiram enviar a vários
lugares do mundo homens portando câmeras, tendo como propósito
registrarem imagens de países diferentes e levá-las para Paris,
difundindo, assim, as diversas culturas mundiais dentro da capital da
França. Os espectadores, então, iam ao cinema para fazerem uma espécie
de “Viagem pelo Mundo”, conhecendo lugares jamais visitados e que,
devido a problemas financeiros ou quaisquer outros detalhes, não teriam
possibilidade de conhecerem de outra maneira. Via-se ali, então, um
grande e contextual significado para uma invenção ainda pouco
desmembrada pela humanidade.
Com o passar do tempo, talvez por esgotamento de
ideias ou até mesmo pela necessidade de entretenimento, os filmes
começaram a ter como propósito contar histórias. Inicialmente, eram
filmados pequenos esquetes cômicos, cujos cenários eram montados em cima
de um palco, conferindo aos filmes forte cunho teatral. Porém, a
necessidade de evolução, da procura de um diferencial, levara um outro
francês, George Meilés, a definir uma característica presente no cinema
até os dias de hoje: filmando uma idéia baseada em obra literária de um
outro francês (é notável a grande presença da França na evolução da
cultura mundial), Meilés enviou o homem à lua através da construção de
uma nave espacial, em um curta-metragem que fora o precursor da ficção
cinematográfica - estou falando de Viagem à Lua, de 1902.
A partir de então, o mundo do cinema modificara-se
completamente. Histórias com construção narrativa passaram a ser
contadas, fazendo com que os espectadores fossem atraídos por enredos,
personagens e outros elementos inexistentes nas primeiras experiências
cinematográficas. Era o cinema atingindo ares de arte, incumbindo em
suas engrenagens contextos claramente literários e teatrais (duas das
principais artes da época) e abrindo espaço para que pudesse, anos após,
entrar neste seleto grupo de atividades reconhecidamente artísticas.
Com o advento da narrativa literária, os filmes
passaram a possuir duração mais longa, chegando a ser produzidos com
metragens que continham mais de duas horas. Com isso, fora desenvolvido
um processo de maior complexidade para a construção de uma obra, fazendo
com que os realizadores da época, cansados de criarem produtos baratos,
de onde não obtinham lucro, pensassem no cinema como uma espécie de
indústria, e, nos filmes, como produtos a serem vendidos. O cinema, a
partir desde ponto (que fica localizado em meados da década de 1910),
deixava de ser um espetáculo circense, passando, assim, a levar consigo
um grande contexto comercial.
O primeiro filme dito comercial do cinema, também é
um dos definidores da linguagem cinematográfica moderna (e aqui entra a
questão da subjetividade temporal: embora tenha sido definida ainda nos
primeiros 20 anos da arte, já é considerada moderna, em razão de não
possuir nem 100 anos de existência). O Nascimento de uma Nação,
de D. W. Grifth, delineara as principais características do cinema
(que, na época, ainda era mudo). A forma de se contar uma história, com
divisão de atos (início, meio e fim), o modo de desenvolver a narrativa,
tudo fora popularizado nessa obra que é um marco do cinema, embora seja
longa, lenta e bastante preconceituosa (é um filme produzido sob a
ótica sulista norte-americana, ou seja, ligada aos ideais da Klu Klux
Klan, entidade racista que tinha como objetivo simplesmente eliminar os
negros do território americano). Ainda assim, permanece como um marco
inestimável do cinema.
Com o surgimento da Primeira Guerra Mundial, a Europa
passara a produzir cada vez menos filmes, fazendo com que a produção
cinematográfica se concentrasse nos Estados Unidos, mais precisamente em
Hollywood (sim, este é o motivo para o domínio massacro exercido pelos
EUA no mundo do cinema). Visando a questão corporativista, diversos
estúdios cinematográficos foram criados, construindo estrelas e elevando
nomes ao mais alto patamar de popularidade. A publicidade também
adentrava o mundo artístico, e exerceria grande influência na
valorização popular do cinema: com o intuito de arrecadar fundos, cada
estúdio escolhia seu “queridinho”, vendendo ao público a imagem do
astro, que, indubitavelmente, moveria multidões às salas escuras.
Nadando contra essa correnteza estavam grandes
autores da época do cinema mudo, como Charles Chaplin, nos EUA, os
responsáveis pelo movimento cinematográfico alemão intitulado
Expressionismo, Fritz Lang e F. W. Murnau, e o soviético Sergei
Eisestein, grande cineasta e teórico cinematográfico responsável pelo
emblemático O Encouraçado Potemkin. Eisestein fizera
deste filme, que nada mais era do que um produto encomendado pelo
governo comunista para comemorar os 20 anos da revolução bolchevique, o
mais revolucionário da era muda, empregando ao cinema características de
cunho social (a história é sobre um grupo de marinheiros que, cansados
dos maus tratos recebidos no navio, fazem um motim e acabam causando
revolução em um porto) e utilizando, pela primeira vez, pessoas comuns
para exercerem função de atores. Era a realidade das ruas chegando às
telas de cinema.
| http://www.cineplayers.com/artigo/a-historia-do-cinema--o-surgimento-da-setima-arte/42 |
| *lista dos filmes que vi nos anos 70 com minha mãe. OS TRAPALHÕES NA GUERRA DOS PLANETAS https://www.youtube.com/watch?v=MM7xvuQx1Ug CHUMBO QUENTE https://www.youtube.com/watch?v=ScBGHZVrZ4g DIO COME TI AMO https://www.youtube.com/watch?v=KLyMW3_a7as ** GRANDES NOMES DO CINEMA MUNDIAL (muitos que amo) http://www.pessegadoro.com/2013/04/top-10-os-melhores-diretores-na.html *** BOTINAS NO ELEVADOR https://www.youtube.com/watch?v=rd6ubPp6Q4g |










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