sexta-feira, 6 de novembro de 2015

AQUILO QUE PENSO SOBRE AQUILO QUE VI - 30 - FILME "TUDO QUE APRENDEMOS JUNTOS"

Tive o prazer de ver na segunda-feira, dia 02 de novembro, numa tarde chuvosa no Cine Caixa Belas Artes na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo a uma das muitas apresentações de sucesso do filme TUDO QUE APRENDEMOS JUNTOS, de Sérgio Machado.

(Na foto Eu, Sérgio Machado, Bruna Oliveira - de tomara que "não" caia - e alguns jovens atores do elenco)
O filme mostra de forma muito bem dirigida, a história de um grupo de jovens da favela/comunidade Heliópolis em São Paulo, que recebe a chegada de um professor de música chamado Laerte (Lázaro Ramos, adequado) com a incumbência - nada fácil - de montar uma orquestra naquele local e prepará-los para uma apresentação especial para uma ONG a convite da diretora Alzira (sempre excelente Sandra Corveloni).
O ponto de partida é esse. Mas, O QUE APRENDEMOS JUNTOS vai muito além.
Laerte têm seus sonhos e dramas pessoais e esses juntam-se aos dos alunos e é aí que começa a verdadeira LIÇÃO do filme.
O que mais me agradou e emocionou no filme é o trabalho excelente dos jovens atores do elenco, muitos deles da própria comunidade, arredores e outras comunidades de São Paulo. Destaque para os excelentes atores Kaique Jesus (como Samuel) e Elzio Vieira (como VR).
Há neles, brilho no olhar e brilhantismo no trabalho, na entrega, na participação em cada cena, cada detalhe do filme.
O filme não traz soluções ou mágicas. O filme fala da esperança, da luta, do dia-a-dia e da caminhada e da dura batalha que cada um daquele tem que enfrentar. Cada jovem tem histórias tristes, fortes, impactantes e vivências tão grandes em tão pouca idade. Cada movimento do filme nos leva a embarcar com eles. E fica claro, o quanto não é nada fácil o que eles têm a enfrentar, principalmente na cena em que são chamados a ENSAIAR AOS SÁBADOS.
APRENDEMOS JUNTOS que existem histórias importantes e que merecem ser contadas, dessa cidade gigante chamada São Paulo e seus moradores.
APRENDEMOS JUNTOS que a arte - no caso específico a MÚSICA CLÁSSICA - pode ser um aliado importantíssimo à educação e ao desenvolvimento pessoal dessas comunidades e jovens.   
O filme merece todas as críticas positivas que recebe e merece ser visto por milhões de pessoas!

Como professor de teatro em trabalhos sociais e comunidades há tantos anos e inclusive, com um projeto chamado URBANICIDADE no qual falo sobre questões não muito diferentes das retratadas no filme, me reconheci. Ri e chorei em diversas cenas.
O filme tem sido aplaudido em todos os locais que é apresentado em diversos locais do Brasil e em muitos países.
Ao meu lado, na sala estavam Bruna Oliveira*, querida atriz do filme e Renata Cesar, ambas ex-alunas do meu Curso de Teatro e Vídeo da CiaClaVan, além do amigo ator Vinicius Brasileiro. Vale lembrar que Renata e Vinicius também são professores em trabalhos sociais, como eu. Tive que dividir com eles meus lenços de papel. E ficamos todos muito emocionados e felizes.
 Eu e Bruna Oliveira


* Quero destacar a participação discreta e bela da jovem atriz Bruna Oliveira. Lembro-me muito bem, que em 2011 Bruna, que já era minha aluna desde 2010, passou no teste para o filme, com muito esforço e alegria por estar "realizando o sonho de trabalhar ao lado de Lázaro Ramos". Lembro-me da sua dedicação, do quanto ela se entregou às preparações necessárias e "puxadas" com Fátima Toledo, a quem ela não cansa de agradecer. Ela chegava cansadíssima aos nossos ensaios de teatro sempre com um ENORME violoncelo nas costas que parecia ser maior e mais pesado que ela. Lembro-me do quanto ela contava feliz sobre a direção do Sérgio, do quanto estava agradecida e animada com o filme, apesar do cansaço e da imensa cota de trabalho. Bruna tem fé declarada. É compenetrada, batalhadora, focada e inteligente. Seu talento tem sido lapidado a cada trabalho e de lá pra cá já realizou outras participações em novos trabalhos no cinema/publicidade.
Fiquei lisonjeado quando ela agradeceu minha presença ali diante do público antes da apresentação do filme e foi gratificante lembrar de tudo que fizemos juntos nesses anos. Lembrei-me daquela moça séria, porém leve, que entregava semanalmente relatórios das aulas, daquela moça linda e carinhosa que "falava rápido demais" e levava bronca. Da vez em que pedi para ela fazer a personagem Severino, de Morte e Vida Severino e do quanto isso foi trabalhoso e divertido. PARABÉNS, MINHA QUERIDA! Agora você é internacionalmente conhecida, graças a esse filme e ao seu trabalho! Valeu cada minuto!




 

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