Pra começar...
PROPONHO UMA LEI ÚNICA: TODOS AQUELES QUE CUMPREM SEUS DEVERES TERÃO GARANTIDOS SEUS DIREITOS. Edson Araújo Lima
PROPONHO UMA LEI ÚNICA: TODOS AQUELES QUE CUMPREM SEUS DEVERES TERÃO GARANTIDOS SEUS DIREITOS. Edson Araújo Lima
NÃO DÁ MAIS PRA SEGURAR NEM ESCONDER! O MEU DESEJO
EXPLODIU. E ESSE MUNDO É DE TODOS! Edson Araújo Lima
FUI. VI GOSTEI E RECOMENDO!
Fiquei sabendo no mesmo dia pelo Instagram do
querido amigo Bruno H Castro e fui, ainda bem, nessa sexta-feira, dia 17 de
junho de 2015 na abertura da “PRIMEIRA MOSTRA DIVERSA – EXPRESSÕES DE GÊNEROS,
IDENTIDADES E ORIENTAÇÕES” no MUSEU DA DIVERSIDADE SEXUAL – CENTRO DE CULTURA,
MEMÓRIA E ESTUDOS DA DIVERSIDADE SEXUAL em São Paulo.
O local é bem
apropriado. Fica nas instalações do Metrô República, centro de São Paulo. Uma
das regiões mais conhecidas pelo público GLBTT.
As ruas ao redor, a praça, os cinemas e comércios já são há muitos anos
um “point” paulistano conhecido no Brasil inteiro. Milhares de pessoas de todas as idades andam
por ali. Casais de todos os gêneros. Livremente de mãos dadas, abraçados e
beijando-se. Cenas assim já são tão comuns que às vezes, causa até a deliciosa
impressão de que tudo já está incorporado à sociedade de maneira tranquila,
serena e que o preconceito não existe. Ledo engano, amigo.
Infelizmente o
preconceito contra as diferenças de orientações sexuais* continua muito grande.
*Posso dizer assim? Não
domino a maneira politicamente correta de falar sobre esse assunto. Desculpem e
comentem abaixo a maneira mais correta, quem souber, por favor.
E essa mostra é sim, um
avanço, um serviço, um bom sinal. A importância desses movimentos é imensa na
medida em que traz a discussão, a observação, a análise, o posicionamento
desses brasileiros que, muitas vezes a sociedade tenta – pois muitos gostariam
– esconder. Felizmente, cada vez mais, fica impossível esconder!
E mais: É SIMPLESMENTE LINDA! LINDA! LINDA!
Foi uma bela festa de
abertura. Um coquetel organizadíssimo cheio de pessoas lindas, educadas,
descoladas e diversas.
Fiz,
sem planejar antes, de improviso, com espírito jornalístico livre algumas
entrevistas. Consegui entrevistar o diretor do museu, alguns artistas
expositores, modelos e pessoas do público presente.
Com uma boa dose de
curiosidade, um celular na mão, ousadia e improviso tentei captar a alegria, a
força e a beleza de um evento tão importante. Conto com a compreensão dos
leitores e, principalmente daqueles que forem jornalistas profissionais.
Abaixo uma breve
entrevista com o simpático e elegante diretor do Museu, Senhor Franco Reinaldo
que me atendeu prontamente.
(EAL = Edson Araújo
Lima)
EAL
– Boa noite, você poderia explicar aos leitores do blog TUDOAQUILOQUEVI
resumidamente o que é o MUSEU DA DIVERSIDADE SEXUAL e QUAL A PRINCIPAL IDEIA DA
MOSTRA?
Franco
Reinaldo, diretor do museu - O Museu da Diversidade Sexual é
um equipamento da Secretaria da Cultura e ele tem como missão dar visibilidade
a essas questões de diversidade sexual e da comunidade LGBT e a gente está aqui na mostra que chama DIVERSA
onde a gente junta uma série de projetos de diversas regiões do Brasil e do
interior de São Paulo para discutir expressões de gêneros, identidades e
orientações. Então a gente fala de afeto, fala de como a gente expressa o
gênero masculino e feminino quebrando esses tabus, não é? De ter as coisas nas
caixinhas. São várias formas de discutir e dar visibilidade para essas questões
que são tão frementes hoje na sociedade, pra gente tentar de alguma forma
construir uma sociedade mais justa e mais solidária e que respeite mais as
diferenças.
EAL
– E esse museu está aqui (em São Paulo, estação República do metrô) há quanto
tempo?
Franco
Reinaldo – O museu foi inaugurado em 2012, mas passou por
uma série de adequações do espaço para abrigar exposições, então ele funciona
há aproximadamente 2 anos de maneira mais assídua. No ano passado a gente teve
50.000 visitantes ao longo do ano e esse ano a gente já está com 30.000 no meio
do ano.
EAL
– Poderia, por favor, passar o serviço (dias e horários) da EXPOSIÇÃO e do
MUSEU?
Franco
Reinaldo – A exposição DIVERSA ficará até dezembro
de 2015 e o museu funciona de terça a domingo das 10h às 20h e a entrada é
gratuita.
Encerrei satisfeito a entrevista agradecendo pela simpatia e pela atenção do Sr Franco Rinaldo.Abaixo trechos de entrevistas que fiz com algumas pessoas presentes na mostra.
Entrevista com três jovens muito simpáticas presentes ao evento: Raíza Masterlini e Lígia Munhoz ambas historiadoras e Tricia Iziz que faz Artes Visuais e performances, as três são educadoras e me atenderam com o maior carinho e simpatia.
EAL - Com licença, meninas, o que vocês estão achando da Mostra e do Museu da Diversidade?
Raíza Masterlini, historiadora – Estou achando incrível ver esse espaço aqui no centro de São Paulo celebrando a diversidade, tantas pessoas compartilhando seu olhar...
Lígia Munhoz – Seu amor, as suas diferentes formas de amor.
EAL – E vocês já conheciam o trabalho de alguns dos artistas, como eu conheço, por exemplo, o pessoa da LAMPIOA.
Todas – Não, não é o nosso primeiro contato. Mas estamos gostando muito.
EAL – E vocês já tinham vindo antes aqui ao Museu da Diversidade?
Raíza Masterlini – Eu já tinha passado aqui em frente e tinha curiosidade, mas nunca tinha entrado, hoje é a minha primeira vez.
EAL – E você acha importante ter esse museu aqui?
Raíza Masterlini – Com certeza, principalmente aqui no centro de São Paulo, com essa movimentação de pessoas, vemos pessoas de todos os gêneros e raças passando por aqui vinte e quatro horas por dia e acho um local perfeito pra isso, pra celebrar a igualdade de gêneros e, na arte, né? Com essas manifestações artísticas.
Lígia Munhoz – Eu já tinha vindo antes e tinha visto outras exposições, mas o que eu gostei dessa é que ela diversificou o tema, porque a gente vê que diferentemente da que teve no ano passado DA COPA DO MUNDO falava sobre os casais homossexuais, homoafetivos, enfim, mas agora tem espaço pra tudo realmente... achei tão lindas essas pin ups... Lindas, né? Está ótimo!
EAL (como um bom colunista eu resolvo mexer um pouco com a mais tímida do grupo) – E você não falou nada? Fala um pouco Tricia...
E eis uma grata descoberta, as meninas me dizem que ela é a artista do grupo e ela tímida, porém com um sorriso, se apresenta.
Tricia Iziz – Eu nem sei o que falar. É que eu adoro. Eu faço umas pinturas, aquarelas, alguns grafites e pretendo fazer umas performances também.
Eu indico os fanzines da turma da LAMPIOA, falo sobre um pouco sobre o quanto admiro e cito o trabalho da Rosana Urbes. Faço umas fotos e termino a entrevista com essas sorridentes e lindas garotas.
Andei mais um pouco e consegui uma entrevista – concorridíssima! - com um dos modelos retratados na mostra.
EAL - Por favor, você está entre os modelos retratados nessa foto? (aponto uma foto com vários modelos lindos que pode ser vista até sem mesmo entrarmos no museu, pois está em destaque e vê-se de fora - através dos vidros - que a essa altura já estava cheio de pessoas fotografando os modelos).
Alex Veríssimo (simpático e atencioso) – Sim. Sim.
Ele me mostra orgulhoso e feliz, a foto na qual ele está juntamente vários outros modelos. Todos lindos! Homens e mulheres. A entrevista foi realizada no meio de um barulho muito grande e muito bom, já que o evento estava “bombando” e isso é o que pude ouvir desse modelo simpático, bonito e consciente.
EAL - Você poderia me explicar um pouco sobre o trabalho?
Alex Veríssimo – Então, é tipo assim, a Gender Brasil é pra mostrar a diversidade sexual das pessoas, os gêneros, como cada um se identifica, tipo assim, as meninas se identificam com o gênero masculino já eu me identifico com a androginia... tem dias que eu acordo e quero me sentir menininho, tem dias que eu acordo e quero me sentir uma lady, já quero sair de salto, botar um vestido... É isso. É liberdade de expressão das pessoas pra mostrar nesse país em que há tantos preconceitos que há diversidade. Mostrar essa minoria pras pessoas. É isso!
E UFA! FINALMENTE CONSEGUI UMA PALAVRINHA DOS MEUS QUERIDOS Thiago e Bruno do lindo lindo lindo lindo LAMPIOA, trabalho que eu conheci no Centro Cultural da Penha e lá também ganhei os tão desejados FANZINES da MOSTRA e pude fazer uma aula com a querida, talentosa e premiada internacionalmente Rosana Urbes.
EAL - FALEM MENINOS, LINDOS!!!
Bruno – Oi eu sou o Bruno.
Thiago – E eu sou o Thiago.
Bruno – A gente está aqui na MOSTRA DIVERSA 2015 com dois projetos, a gente está com a LAMPIOA e o AMAR DIVERSIDADE.
Thiago – O AMAR DIVERSIDADE é uma coletânea de livros infantis com temática sobre diversidade sexual, então cada livro vai seguir uma das letras de LGBT, tem um que tem a temática LÉSBICA, outro GAY, BISSEXUAL e TRANSSEXUAL para crianças de 4 a 7 anos de idade.
Bruno – E além de AMOR estamos com a LAMPIOA, que é uma série de fanzines, uma coletânea de fanzines e córdeis inspirados no universo LGBT. A gente chamou 40, aproximadamente 50 artistas, contemporâneos para que interpretassem a vida LGBT atual através da linguagem do cordel, através dos repentes ou das xilogravuras. E o resultado a gente compilou em quatro livros – em quatro fanzines, cordéis – que são AMOR, SOCIEDADE, SEXO e ESTILO DE VIDA. A gente fez uma ocupação aqui. Eles foram distribuídos gratuitamente em São Paulo e agora a gente fica aqui com os dois projetos até dezembro. Venham conhecê-los! É isso!
IMPORTANTE ACRESCENTAR:
Algumas manchetes (e links) que posto abaixo apresenta um triste retrato. E infelizmente é a ponta do iceberg.
Brasil amarga o preço da intolerância e lidera ranking de violência contra homossexuais
http://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2014/09/22/interna_nacional,571621/brasil-amarga-o-preco-da-intolerancia-e-lidera-ranking-de-violencia-contra-homossexuais.shtml
A cada hora, 1 gay sofre violência no Brasil, denúncias crescem 460%
http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,a-cada-hora-1-gay-sofre-violencia-no-brasil-denuncias-crescem-460,1595752
A violência homofóbica em números
https://homofobiamata.wordpress.com/estatisticas/relatorios/
E AGORA AS FOTOS! NÓS FOMOS!
Eu cheguei às 19h15min e então tive a ideia de começar a fotografar.
Era impossível não se animar numa festa tão bacana e colorida! Uma confraternização à diversidade! À VIDA!
As queridas e simpáticas educadoras Raíza Mastelini, Tricia Iziz e Lígia Munhoz
Franco Reinaldo, o diretor do museu
simpático e atencioso!
Esse jovem querido, de um outro blog, sobre HIV
Poxa, não anotei o nome e esqueci, que falha a minha!!!
Aqui Maria Fernanda Terra, Rute Alonso e Paola Valentina
Presença forte e marcante na noite. Rute é do Centro de Cidadania GLBT.
O lindo e atencioso Alex Veríssimo da Gender Brasil
ao lado da foto em que ele está com outros modelos.
Não pude deixar de pedir para ser fotografado ao lado dessa simpática pessoa!
Me disse que se chamava Pintosa Transtornada (no facebook)
MA-RA-VI-LHO-SAS!
Beto, um querido que conheci lá!
Ele faz um belo trabalho sobre Diversidade numa empresa de TI.
Eu e as MARAVILHOSAS E CHIQUES!
Mais modelos da Gender Brasil
UMA GRATA SURPRESA!
Será que posso revelar quem é? Eu sei o que você fez em verão passados.
Se eu tiver autorização dela eu revelo.
Thiago e Bruno!
Como sou feliz por tê-los conhecido!
PESSOAS MARAVILHOSAS!
Preciso ver mais vezes URGENTEMENTE!
dos projetos LAMPIOA e AMAR
Ah queridos, desculpem, esqueci de anotar o nome do que mais falou comigo!
Mas me lembro que o do meio chama-se Candy e o à esquerda chama Leonardo!
Obrigado pela atenção!
E eu, consegui!
Uma foto com os meus queridos Thiago e Bruno dos projetos Lampioa e Amar!
ADMIRO MUITO!
E o lindo e TALENTOSÍSSIMO (DEMAIS!!!)
Pedro Pessoa desenhado ali AO VIVO E EM PB as pessoas da Mostra numa fila interminável!
Eu quero ser desenhado!
Ele voltará de surpresa!
Aqui os lindos atenciosos e talentosos modelos Lucas Galesco Rosselli e Augusto Barros.
Essa querida modelo da Gender Brasil me atendeu com o maior carinho e pude fotografá-la!
Karen Kroger
(desculpe sua linda eu não soube colocar trema na letra o)
AQUI ESTÃO OS BELOS DO MUSEU!
Os belíssimos e cultos Jefferson (coordenador do educativo) e Fernando (educador)
Olha a Karen Kroger maravilhosa da Gender Brasil

































































Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirFoi um prazer te conhecer, ficou linda a matéria! Beijos
ResponderExcluirQuerido Alex o prazer foi todo meu. Parabéns pelo belíssimo trabalho! E muito obrigado pela entrevista e pela simpatia e carinho. Um beijo e bom trabalho!
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